CASAMENTO XAMÂNICO – Carlos Diz

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Pássaros transcendem a existência de todas as coisas

e de todos os seres que nos cercam.

Traçam rumos no céu e na selva,

sobre mares e rios,

sobre trigais infinitos e

entre pétalas frágeis de papoula.

Deixam rastros invisíveis de Luz,

de cores, de alegrias e liberdades,

impressas no mais singelo gesto, enquanto voam.

Um pássaro pousou sob os meus olhos

num arbusto de jasmim.

Emitiu um trinado feliz olhando para mim.

Trouxe-me ventos xamânicos,

presságios de coisas boas.

Era uma saíra-sete-cores.

Cada cor uma cura,

cada cor um templo,

cada cor um caminho no espectro das alturas.

A saíra partiu em suas jornadas-presságio,

rompendo matas, céus, rios e ventos.

Chuvas e flores construindo rotas multicores.

Segui meu caminho descalço

sobre folhas ressequidas do tempo.

Sentindo na alma, sob os pés, do chão cada fragmento.

Levei a saíra em meu peito.

A certeza de que ela me anunciará o norte do portal,

que ela mesmo encontrara.

Para lá deparar-me com meu Ser em flor de lótus.

As mãos erguidas para os céus,

comungando as forças da Mãe Terra

com as forças do Universo.

 

do livro NATUREZA INTRÍNSECA – POEMA DE NOSSOS JARDINS – Léa Muniz Diz e Carlos Diz – Editor: Carlos Eduardo Diz de Abreu/2015

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