Coiote caminha sorrateiro

enquanto o galho quebra,

a coruja pia e o raio de luar

lambe seus pelos.

Os olhos amarelos

de pupilas dilatadas

varrem o horizonte.

O vento traz odores variados

de todas as direções…

É hora de paz. É hora de decisão.

Coiote senta e fareja.

Espera. A poeira tem de assentar.

O uivo precisa sair.

Os pelos eriçam.

É preciso toda atenção.

É nesta ou naquela direção?

Deitar. Dormir. Sonhar.

No fim temos de acordar.

Tudo vai se ajeitar.

E o que vem é na sua hora e é de graça.

Pelos… Pelos meus… Pelos seus…

Pelo amor de Deus

tira da frente o que não é meu…

Na paz! Nuvem negra esvoaça, mas passa…

Isso também passará…

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