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O fim que ora retorna mansamente, com calma, sem dor,

é qual clarim esquecido na hora do alvorecer.

Eu fecho os olhos e sonho que vivo, que rio,

que canto, que assobio e me encanto

apesar das rosas vermelhas

que sinto sobre meu corpo

coberto todo de branco.

O sol, lá fora, brilha e rebrilha

nas gotas claras de orvalho

que pairam e bailam nas folhas.

nas flores, nas colinas e nos campos.

Cá dentro mãos cálidas, grandes e fortes

acariciam meu rosto que dorme o sono da morte

e sonha que ri, que canta, que assobia e se encanta,

apesar das rosas vermelhas e dos quatro círios brancos

que tremem, que brilham e brincam lançando sombras furtivas

sobre a pele de meu rosto.

Saio de mim num instante, me ponho leve de pé.

Estou liberta das dores, distante dos lamentos

deste corpo de mulher

que amou, que chorou, que adormeceu e sorriu.

Não sou mais, voltarei, porém, um dia,

como estas rosas vermelhas,

como a lua, como o sol e as estrelas,

como a beleza que existe

na hora do alvorecer.

 

(*) Géci de Castro Benatto foi jornalista, artista plástica, cronista, mulher,  mãe e avó.  Partiu em 2003 deixando sua obra aos cuidados da sua neta jornalista, Lua Benatto. Este texto faz parte do resgate do trabalho dessa sensível mulher que deixou um legado de valores e lições.

 

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UM DIA DIRÃO AQUI JAZ

UM SER UM TANTO LOQUAZ

QUE EM VIDA FOI CAPAZ

DE CRER NUM MUNDO DE PAZ

COM FIDELIDADE CONTUMAZ… (Isis de Castro.)

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O CAJUEIRO DO CEMITÉRIO – Isis de Castro. – CONTOS AUTOBIOGRÁFICOS

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