Peguei-me hoje agradecendo todos os ataques machistas que passei (perceba que não usei o termo “sofri”), pois graças a eles foi possível me tornar uma mulher resiliente – um ser que passa, aprende, apreende, desprende e segue em frente, sabendo que viver é cada dia.

A primeira agressão é quando o pai sabe o sexo do “filho” e é “filha”. Alguma frase feita, tipo “importante é a saúde” tentando disfarçar a frustração, já sentida, repassada, assimilada pela mãe que deseja agradar o pai.

A cada opressão, desqualificação, julgamento, condenação, exclusão, coação, ofensa, xingamento, abuso, estupro basta apenas fechar os ouvidos externos e abrir os ouvidos internos e consultar o coração.

Meu coração sabe quem eu sou. Seu coração sabe quem você é.

Nada que se diga ou grite ou oprima permita que chegue ao seu coração. Quem grita já perdeu a razão. E não precisamos provar nada a ninguém.

Cada vez vejo mais mulheres de todas as idades se colocando, experimentando, estudando, aprendendo, ensinando, trocando, dançando na vida com curiosidade, encontrando-se e trocando experiências e vivências.

Em geral cada uma tem sua história marcada por algum tipo de agressão machista e sinto que, juntas, conseguimos transformar lágrimas de humilhação em sorrisos e abraços amorosos.

Percebo que ser mulher neste momento de transição é de grande responsabilidade, pois formamos cada vez mais um exército rico de intenções amorosas que queremos disseminar formando uma grande egrégora de cura do ser humano junto com homens de boa vontade.

Porque não é o planeta que está doente. Ele continua são e se defendendo e se re-construíndo. Nós estamos doentes. O planeta continuará sua eterna trajetória. Nós que não vivemos sem ele.

Amar é preciso. Perdão é necessário. O amor há de prevalecer.

 

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