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Tem gente que detesta rotina. Eu gosto. Não “adoro”, mas gosto.

A rotina me “centra”, mantém meus pés no chão, fortalece minhas raízes, afinal, quer mais rotina do que a Mãe Natureza? Não é ela nossa grande inspiração? Não somos ela? Ela não está em nós?

Doce rotina…

Será que podemos dizer que o ciclo primavera – verão – outono – inverno é enfadonho? Como não esperar ansiosamente pela florada dos ipês amarelos?

Sempre que vejo esta beleza, às vezes em meio a asfalto e concreto, em pleno trânsito, sou obrigada a sorrir só porque é lindo demais.

O amarelo invade meu corpo, dá ânimo a minha alma e coração, e sei que posso desfrutar dessa alegria todos os anos!

A rotina é insuportável apenas quando só temos olhos para dentro, magoando-nos com o desnecessário, gastando mais do que podemos, reclamando da vida, “pondo a culpa” em alguém ou algo, esperando demais e fazendo de menos.

Aí sim, as sobrancelhas franzem, o olhar fica duro e frio, a boca trava, os dentes cerram, a nuca enrijece porque a comunicação entre razão e coração foi bloqueada, está deficiente, assim adoecemos.

Com olhos abertos posso ver o que está em volta, respirar e apreciar aromas, sentir o vento no corpo, meus sabores e temperaturas.

Posso olhar o outro sem julgamento, apreciando sua peculiaridade e beleza.

Posso ajudar alguém, receber apoio, porque às vezes a gente só precisa de um ombro amigo e um coração aberto para se abastecer e seguir em frente.

Quem não precisa desse “pit stop”?!?!?!…

Se não estiver fazendo esta pausa, faça. Não haverá compaixão se não houver pausa. Precisamos disso para harmonizar internamente nossas energias e criar esse campo de força que nos protege e fortalece, que preserva nossa fé e confiança, que não se deixa vencer facilmente, mas que vencido, com serenidade faz a pausa, recupera-se e volta à luta.

Rotina para mim é isso. Uma necessidade humana básica e, por isso, mutável, impermanente.

A natureza sempre nos surpreende quando sai da rotina. Um tsunami, uma tempestade, furacão, enchentes, estiagens, fatos “fora da rotina”, porque não sabemos onde e quando podem acontecer, mas que acontecem “rotineiramente”, ou seja, com certa frequência.

Assim também nós, natureza humana, somos invadidos por emoções e sentimentos que nos “maremotam”, tanta água somos, desequilibrando-nos , tirando do compasso, para poder mudar alguma coisa.

E de novo voltar à rotina…

Dou VIVA a rotina que não massacra, mas fortalece e faz crescer…

 

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