INTRODUÇÃO

Há exatos 7 anos atrás, agosto de 2013, realizei o sonho de toda minha vida. Visitei Stonehenge. Foi o maior evento impossível que vivi. Minha alegria era imensa ao sair do avião com minha querida amiga/irmã Satya Joy, My Joy, Joyce, em pleno Aeroporto de Heathrow, em Londres.

Sim, eu cheguei lá. Uma trabalhadora, que sempre viveu e criou os filhos só com seu salário, amor e fé. Era uma questão financeira mesmo. Era caro demais para os meus recursos. Ou falta deles…

Porém, para o sonho não há limites quando o desejo é genuíno e persistente. Sempre que me perguntavam qual era meu maior sonho eu respondia sem pestanejar: “Conhecer Stonehenge”. E não foi diferente quando conheci o diretor de um projeto no qual trabalhei, meu querido amigo Gabriel Menezes, que me ofereceu as condições financeiras durante o tempo que ali permaneci. Ele me respondeu naquela ocasião: “Você vai realizar”… E assim foi.

Foi o canal de viabilização para conhecer Joyce Amaral Mattos e suas Viagens Inspiradoras no curso de especialização em Psicologia Transpessoal da UNILUZ, SP.

Os caminhos se abrem para a realização dos nossos desejos, cabendo-nos fazer a escolha entre seguir e correr o risco, ou desistir com medo de correr o risco e correr o risco de outra oportunidade nunca mais acontecer…

“Quem vive sem o perigo não vive absolutamente, viver perigosamente é a única maneira de viver”, ensina Osho.

Quando entrei no avião naquele 6 de agosto de 2013, primeiro dia da lua nova, para enfrentar 12 horas de vôo sobre o Oceano Atlântico no negror da noite, abriu-se diante de mim um portal de revelações, sutilezas, sensações que vivenciaria nos próximos 14 dias, sentindo-me como se estivesse numa bolha, suspensa, distante das ilusões da “minha realidade”, entrando numa dimensão do imaginal, daquilo que durante anos me permiti imaginar sobre Stonehenge e eu lá, em sonhos, meditação, imaginação, fantasia.

Nossos vínculos mais verdadeiros não têm explicação. São, simplesmente. Stonehenge sempre me remeteu a um universo de “dèjá vu”, uma memória sensorial e ancestral sem forma, mas muito intensa. Joyce é a Amiga-Irmã de alma que sentiu o chamado e tinha as condições, experiência e recursos para viabilizar uma viagem totalmente fora dos padrões turísticos convencionais.

Uma jornada pelos lugares sagrados da Deusa, inspirada pelos caminhos trilhados por Jean Shinoda Bolem, descritos em seu livro “O Caminho de Avalon”, que teve forte influência no meu processo da “síndrome do ninho vazio”, por volta dos 50 anos, ajudando-me a tomar novos rumos naquele momento difícil de vida. E que incluía Stonehenge no roteiro…

O mais incrível foi Joyce ter inspirado mais 11 pessoas a se engajarem nesta maratona de auto conhecimento e reverência ao sagrado feminino e à ancestralidade, formando assim um grupo de 13 peregrino e peregrinas, que eu não conhecia, com quem vivi a mais instigante e incrível aventura da minha vida.

Um coven? Segundo Wikipédia, a enciclopédia livre, Coven, conventículo ou conciliábulo é o nome genérico dado a uma agregação ou reunião de bruxos e bruxas para realização de rituais religiosos e ritos. Tradicionalmente, abriga o máximo de treze pessoas. Que coincidência…

Na ocasião disse que ia escrever sobre tudo que estávamos vivenciando e muitas vezes me perguntaram quando ficaria pronto, ao que respondia que era impossível saber, porque escrever é um processo de elucubração, gestação e parto.

Ultimamente dei-me conta de estar fechando o ciclo de 7 anos em relação à viagem, comecei a sentir vontade de retomar o projeto e escrever, revi fotos no Facebook, que nos relembra todos os anos dos acontecimentos passados, ao mesmo tempo em que vivemos uma pandemia de alcance colossal, que nos afeta direta e subjetivamente cutucando as entranhas.

Neste exato momento, agosto/2020, reencontro Joyce e Sahwenya Passuelo, nossa Mestra/Guia/Irmã espiritual, que sabiamente nos ajudou a processar todos os encantos e acontecimentos do caminho percorrido para Avalon.

Facilitada pela forma virtual de aprender incrementada pelo distanciamento social, pude participar do último módulo do curso “A Arte de Cuidar”, organizado por Joyce, quando fiquei sabendo do “Encontro Imaginal”, em setembro/2020, seminário conduzido com maestria por Roberto Crema, reitor da Unipaz em Brasília e emérito professor e Mestre, e outros e outras grandes sábios e sábias, que nos inundaram com seu conhecimento, quando definitivamente percebi que, sim, fechava-se o ciclo de Avalon de forma estupenda, com o Encontro Imaginal, ao mesmo tempo em que este evento abre novo portal diante de mim, que, creio, me conduzirá até o fim dos meus dias no planeta, nesta nova etapa que adentro com consciência e confiança.

A participação no evento me proporcionou um aprofundamento na percepção de mim mesma e minhas possibilidades. Deixou clara a existência desse mundo imaginal, que é tão real quanto o que chamamos de “realidade”, remetendo-me ao momento que vivia o resgate do meu Mundo de Avalon.

No contato com as plantas do meu jardim aprendo diariamente que a vida é movimento intermitente, às vezes imperceptível, mas consistente, constante e resiliente.

Assim me disponho, a partir de agora, a contar essa história que marcou minha vida e a de mais 12 pessoas que disseram SIM ao desconhecido, e por quem tenho maior ternura, gratidão e carinho para sempre, pois foi graças a elas que consegui chegar lá… Stonehenge… e muito mais além…

Aprendizado número 1: não fazemos nada sós. Alteridade, solidariedade, fraternidade, empatia, eutonia, compaixão, com paixão…

Vamos lá?…

Como canta Marisa Monte, “é só mistério, não tem segredo…”

Mundo Imaginal

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